Histórico
Iporanga, uma das mais antigas povoações do Estado de São Paulo, surgiu no início do século XVI com a mineração do ouro. Há vestígios de ocupação indígena há mais de 3.000 (três mil) anos, conforme pesquisas realizadas em vários sítios arqueológicos locais. Originariamente localizava-se a cerca de 6 km de seu atual núcleo urbano. Datam de 1556 os primeiros vestígios do homem branco na região, provavelmente exploradores portugueses ou refugiados que aqui aportavam em busca de riquezas e aventuras. Vinte anos mais tarde, Garcia Rodrigues Paes e Antonio Nuno Mendes formaram uma expedição e navegaram Ribeira acima, adentrando pelo Ribeirão Iporanga, fundando o Garimpo de Santo Antônio, posterior Arraial de Santo Antônio, do qual hoje restam poucos vestígios. À procura de um contato mais fácil com o litoral, a população mudou-se para perto da foz do Ribeirão Iporanga, onde este deságua no Rio Ribeira de Iguape (conhecido “Encontro das Águas”). Mais tarde o novo povoado dedicou-se à agricultura de subsistência, produção de rapadura, pinga de alambique, dentre outras. Por volta de 1738 a 1814 foi construída a Igreja Matriz, em estilo colonial, que hoje é um marco importante da cidade, com seus afrescos, imagens e coroas de ouro maciço; seu sino foi confeccionado na Holanda, em 1772 e nele impresso o Brasão do Império. O povoado, apesar de isolado pelas dificuldades de navegação (a Iporanga só chegavam canoas movidas a vara), conseguiu certa prosperidade e em 1830 foi elevado a Freguesia de Santana de Iporanga e depois a Distrito de Paz. Em 1873 obteve autonomia municipal e era um importante elo de ligação entre as vilas do planalto e o litoral. Já em 1950, a extração do chumbo, ouro e prata geraram muitos empregos e hoje, as novas estradas, empresas e o turismo estão trazendo um crescimento maior para a cidade. O isolamento que retardou o desenvolvimento de Iporanga foi, no entanto, o maior aliado de sua preservação ambiental e cultural, sendo seu centro urbano tombado como Patrimônio Histórico pelo CONDEPHAAT.
Origem do Nome Tupi guarani, Iporanga quer dizer “Água bonita” ou ainda “Águas Claras”.
Principais Características
Uma das áreas mais preservadas de Mata Atlântica do planeta, apresenta uma extensa diversidade em espécies de fauna e flora características deste bioma. Rios, cachoeiras, canyons, montanhas e vales compõem a privilegiada geografia do município. A característica marcante é o conjunto de cavernas de formação calcárea do Grupo Açungui, que constitui uma das maiores áreas de concentração de cavernas do país, levando o título de “Capital das Grutas”; tendo como destaques a Caverna Casa de Pedra (que possui o maior Portal de Caverna do Mundo, com 215 m de altura; citado no Guinness Book of Records) e a Caverna Santana (está entre as 08 mais importantes e ornamentadas do mundo, com cerca de 6 km de extensão).
A cidade de Iporanga é rica em relação ao seu Patrimônio Histórico e Cultural, com destaque para: Igreja da Matriz, casario colonial, lampiões da primitiva iluminação, chafariz público de ferro fundido, escadarias de pedras feitas pelos escravos e ainda os remanescentes de quilombos da região.
Destaques
• três parques estaduais: Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR, Parque Estadual Intervales e Parque Estadual de Jacupiranga;
• integra a APA (Área de Proteção Ambiental) da Serra do Mar;
• é uma Reserva da Biosfera da Mata Atlântica;
• está entre as três cidades do país que mais preservou Mata Atlântica;
• maior portal de caverna do mundo – Caverna Casa de Pedra;
• maior abismo de calcário do Brasil - abismo Casa de Pedra que possui cerca de 290 metros;
• maior remanescente de Mata Atlântica do mundo;
• constam cadastradas em seu território, mais de trezentas (300) cavernas.